Joana leu - Toda Sua, de Sylvia Day

Olá, leitores! Hoje faço minha estreia por aqui, e estou muito feliz. Espero ter com vocês uma relação longa e próspera. Para começar escol...

Olá, leitores! Hoje faço minha estreia por aqui, e estou muito feliz. Espero ter com vocês uma relação longa e próspera. Para começar escolhi falar sobre um livro que está bem na moda, por ser do gênero chick-lit. Para quem não sabe, esse é o nome dado atualmente para a literatura com conteúdo adulto. Depois do grande sucesso da trilogia "Cinquenta tons de cinza", esse tipo de livro tomou todas as prateleiras das livrarias e é difícil encontrar uma menina que ainda não tenha lido um deles. Sem mais enrolação, vamos a resenha de hoje:

Toda Sua
Sylvia Day
editora Paralela
280 páginas
"Eva Tramell tem 24 anos e acaba de conseguir um emprego em uma das maiores agências de publicidade dos Estados Unidos. Tudo parece correr de acordo com o plano, até que ela conhece o jovem bilionário Gideon Cross, o homem mais sexy que ela - e provavelmente qualquer pessoa - já viu. Gideon imediatamente se interessa por Eva, que faz tudo o que pode para resistir à tentação. Mas ele é lindo, forte, rico, bem-sucedido, poderoso e sempre consegue o que quer - Eva acaba se entregando. Uma relação intensa começa. O sexo é considerado por eles como incrível. Capaz de levar os dois a extremos a que jamais tinham chegado. E, então, eles se apaixonam - o que pode ser tanto a chave para um futuro feliz quanto a faísca que trará de volta os traumas do passado."



Claro que esse livro seria amplamente comparado a "Cinquenta tons de cinza" (e eu só me interessei por ele por causa disso), por seu conteúdo sexual, com cenas descritas nos seus mínimos detalhes. A diferença aqui é que não existe ninguém puro e inocente como Anastasia: tanto Eva quanto Gideon (aliás, que nome horrível!) são experientes e cheios de traumas. Ela sofreu abuso sexual durante anos dentro da própria casa, e ele... bem, ainda não ficou muito claro o que aconteceu com Cross para que ele tenha tantos pesadelos a noite, mas parece que ele teve alguns problemas com a família e algumas experiências sexuais não consensuais.

Algumas coisas realmente lembram bastante a trilogia de E. L. James, mesmo que você tente desvincular as duas estórias e se concentre em ler esse livro, como por exemplo o cara lindo e podre de rico que fica ainda mais perfeito usando seus ternos feitos sob medida para seu corpo escultural, os pais separados da protagonista, os carros de luxo, as roupas de grife e, claro, muito, mas muito sexo (apesar de ainda não terem usado nenhum brinquedinho).

Mas o interessante na estória de Sylvia Day é que as coisas acontecem rápido, sem lenga-lenga. Assim que Gideon conhece Eva, ele deixa bem claro que quer transar com ela, que tenta de muitas formas se mostrar ofendida com a proposta , mas também está desejando a mesma coisa. Enfim, eles vão se acertando rapidamente, tanto sexual quanto emocionalmente, e passam a namorar de um jeito meio torto e confuso, mas o namoro existe, sem contratos ou quartos secretos.

Eva também tem um grande amigo, que a princípio é gay, depois é bissexual e pervertido, sem falar em auto-destrutivo e com um passado cheio de sofrimento e dor, o que não o fez ser menos bonito. Aliás, a autora dá muita ênfase à sua beleza estonteante, que deixa homens e mulheres com inveja. O legal é que ele não é apaixonado por Eva e eles não formam um triângulo amoroso onde um deles certamente vai se machucar no final (uhu!!!).

A protagonista, apesar de bem decidida, tem suas paranoias de vez em quando, como nas incontáveis cenas de ciúmes por causa das ex-namoradas de Gideon. Eva é uma maníaca sexual: está sempre pensando em sexo e sempre "pronta" para receber Cross, como eles dizem muitas vezes. Por ela ter sido estuprada durante a adolescência, ficou meio que sugerido que esse seu comportamento é desencadeado pelas agressões... talvez seja apenas uma opinião minha, mas acho que isso fica um tanto quanto implícito no decorrer dos fatos.

Para falar a verdade, não caí de amores pelo livro, como aconteceu com "Cinquenta tons de cinza", mas também não o achei ruim; é uma leitura agradável, dentro do possível. Como se trata de outra trilogia, o final fica em aberto, e nada se conclui, por isso, não consigo afirmar com certeza se a estória me conquistou inteiramente. Vamos esperar para saber o que acontece na continuação.

Joana Masen 
@joana_masen

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