A graça de Ginger & Rosa

Filmes que se passam na década de 60 têm o bom costume de serem estonteantes, seja pelo visual, canções ou pelas temáticas (ou até mesmo po...

Filmes que se passam na década de 60 têm o bom costume de serem estonteantes, seja pelo visual, canções ou pelas temáticas (ou até mesmo por tudo isso junto). Com Ginger & Rosa isso não é diferente, já que o filme traz a apaixonante atmosfera de Londres em 1962, e não deixa nada a desejar. 

O filme de Sally Potter traz a linda Elle Fanning como protagonista, e convenhamos, tem como não ama-la? E ela ainda está ruiva! Elle é doce, com um ar tímido, e não deixa de mostrar serviço nas horas solicitadas. Na trama, ela é Ginger (apelido carinhoso para pessoas ruivas, já que seu nome é África) e considerei o melhor papel dela até então. E a Rosa é interpretada por Alice Englert, a protagonista do Dezesseis Luas.
O longa trata da amizade entre as meninas Ginger e Rosa, que nasceram e cresceram juntas. As duas são como irmãs inseparáveis, em que buscam um destino diferente aos de suas mães, que vivem uma rotina doméstica, sem muitas perspectivas. Ao decorrer do filme, suas vidas que antes eram tão intimamente interligadas, começam a se separar, principalmente por questões politicas. 
A excelente Christina Hendricks, como mãe de Ginger
Ginger começa a se interessar pelos movimentos políticos da década, em que se torna militante de uma possível guerra nuclear. Enquanto Rosa quer crescer e se tornar mulher, sempre preocupada com cabelo, maquiagem e em encontrar o amor de um homem. A luta de Ginger e o seu temor pelo fim do mundo acaba servindo de fuga aos segredos e conflitos que se infiltram entre as amigas.
O filme é lindo de um jeito sutil e ainda traz um elenco excelente. E pra quem está interessado em um filme descompromissado pra essa tarde nublada, vale a pena a assistida e se perder nessa delicadeza. 
Sandy Quintans
@sandyquintans

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