Desimpedida - Machismo nosso de cada dia (até no futebol)

O mundo, infelizmente, ainda é machista e não tem jeito. E parece que as coisas estão longe de mudar no Brasil, na China, nos Estados Unido...

O mundo, infelizmente, ainda é machista e não tem jeito. E parece que as coisas estão longe de mudar no Brasil, na China, nos Estados Unidos e em Marte! A ideia de que a mulher pode gostar das mesmas coisas que homens traz um transtorno imenso à sociedade. Só que não. E o reconhecimento por mulheres ser tão boas quantos eles parece que está vindo de charrete, de ré e não chegará nunca. 

Melhor do mundo: Marta, mulher e futebol! (Foto: Reprodução)
A incrível, melhor do mundo, melhor que muito homem e sensacional jogadora de futebol Marta cedeu uma entrevista incrível à revista TPM, o foco não era o machismo, mas ficou claro a dificuldade e principalmente a falta de auxilio às meninas que assim como os craques do Brasil, também ralam muito para conseguir chegar em algum lugar. E às vezes não querem muito, apenas reconhecimento.

Este é o caso da jogadora (por hobby) Caroline Franzini, moradora de Louveira e que há anos pratica o esporte vestindo o 'manto da cidade', ganha alguns títulos ao lado das amigas e não recebe nenhum, eu disse nenhum, tipo de reconhecimento.

Talvez, o lado menos triste da história seja o fato da Carol não ter tido nunca como meta de vida ganhar dinheiro com o esporte, porém, não há dúvidas que a falta de apoio atrapalha. E atrapalha muito. E sem dúvida, o maior problema que as meninas encontram é o tal do preconceito. Esse chato que parece não largar nunca do nosso pé, ou nesse caso, das chuteiras!


Hoje, com 22 anos, Carol apesar de tudo ainda participa dos campeonatos da região de Louveira e depois de 12 anos de quadra, de futebol de areia e campo, as coisas ainda não mudaram. Deram alguns passos, mas ao que tudo indica, está longe de mudar completamente. "Hoje a mulher encontra inúmeras dificuldades para conseguir um espaço dentro do meio futebolístico. Muita coisa mudou, mas talvez o preconceito por acharem que lugar de mulher não é num campo ou em uma quadra ainda é o maior deles", afirmou.



Marta, Carol e deve existir muitas Anas, muitas Julianas, centenas de Marias que guarda para si o mesmo desejo de que o esporte ganhe o mesmo cuidado, talvez o público, que o futebol masculino.

Após uma atuação péssima do Brasil na Copa do Mundo, o que não falta por aí são os pedidos de novidades, de renovação, de 'pensamento para frente'... E antes de tentar mudar o técnico, a diretoria e todo o resto, todos deveriam pensar em mudar o respeito, a cabeça e o preconceito e aceitar sim, que assim como Marta, existem milhares de outras meninas 'Rainhas da Bola', 'Melhor que Messi', 'Melhor que Homem', por aí... Basta aceitar e deixar com que elas apareçam por aí! 


Virgínia Alves
@VirginiaB_Alves

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