Cinematura - Blue Is The Warmest Color

Lá no início do ano comecei a me preparar para o Oscar,  já que eu tinha a meta de assistir todos os filmes indicados nas principais categ...

Lá no início do ano comecei a me preparar para o Oscar,  já que eu tinha a meta de assistir todos os filmes indicados nas principais categorias. Todo mundo estava falando tão bem sobre "Azul é a Cor Mais Quente" que eu já tinha certeza de que seria indicado como filme estrangeiro já inseri ele na minha listinha. Além disso, sempre adorei a Léa Seydoux e tinha visto algumas imagens do filme em que ela aparecia com aquele apaixonante cabelo azul. Apesar de saber que se tratava de uma romance gay e que era adaptação de graphic novel francês, não sabia detalhes da história, o que tornou a experiência mais interessante. Daí na Bienal do Livro desse ano, achei um exemplar baratinho, resolvi comprar e me apaixonei ainda mais. 
O filme francês tem duração de três horas, mas juro que é como assistir apenas trinta minutos. Foi uma daquelas histórias em que consegui em entregar, a torcer por elas e chorei por cada momento difícil. Foi muito interessante ver Léa neste papel (da Emma), pois sempre assisti filmes em que ela era bastante romântica e com ares de frágil. Emma é uma mulher criativa, forte e cativante. Assistindo ao longa sempre pensei que não tinha como a jovem Adéle, que estava descobrindo sua sexualidade, não se apaixonar por ela. 
O longa é sobre se descobrir, sobre a paixão repentina de Adéle por Emma e o preconceito em torno desse romance. Adéle é uma jovem francesa que ainda está na escola, vive romances héteros e nunca consegue desenvolver sentimentos por seus affairs. Já Emma é uma jovem bem resolvida, estudante de Belas Artes, que está em um relacionamento sério, quando em um belo dia cruza com Adéle em um cruzamento.
É impossível dizer qual das duas versão é a melhor, porque trata-se de histórias distintas. Enquanto o filme frisa muito mais o amor delas duas, o graphic traz outros dramas que o filme não retrata. Além disso, tem desfecho muito diferentes, inclusive até há diferenças nos nomes das personagens. Por outro lado, existem trechos do graphic muito importantes e que não foram deixados de lado, como a cena em que Adéle encontra Emma pela primeira vez, ou até mesmo a polêmica cena de sexo, que rendeu o que falar na mídia. Também tem o destaque para todos os tons de azul, no filme e no livro, por ser uma espécie de cor personagem.
Essa é uma das histórias de amor mais bonitas que já conheci. É incrível como amor pode ser algo singular, independentemente do gênero, classe ou cor. Vale a pena torcer por elas, seja no livro, quanto no filme. Particularmente, gosto mais do filme, mas o graphic não deixa de ser uma ótima pedida.

Sandy Quintans
@sandyquintans

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