Toda a graça de God Help the Girl

Se alguém me perguntasse por que eu gosto tanto de Belle & Sebastian, eu responderia “God Help the Girl”. Seria uma resposta estranha, ...

Se alguém me perguntasse por que eu gosto tanto de Belle & Sebastian, eu responderia “God Help the Girl”. Seria uma resposta estranha, confesso, mas é a mais pura verdade. Quando terminei de assistir (depois de algumas lindas indicações <3), a impressão de que me deu foi de ter assistido tudo que a banda representa pra mim. 

A resposta poderia ser estranha, mas faz total sentido, pois além de ter sido inspirado no álbum com o mesmo título, também foi escrito e dirigido pelo líder da banda, Stuart Murdoch, como também é uma espécie de autobiografia.  Você enxerga Belle & Sebastian em cada cantinho do filme, nas canções (obviamente), no figurino, no roteiro, nas locações. 
O filme conta a história de Eve, uma jovem garota que sofre de depressão, mas que vê na música uma saída para expressar suas tristezas e para fazer confissões. Em meio a sua busca para se encontrar decide gravar uma fita cassete com suas canções que compôs durante seu período de internação e é quando sua aventura musical começa. Murdoch, o diretor, passou por um período parecido ao de Eve, em que encontrou na música não apenas uma saída para seu diagnóstico de síndrome de fadiga crônica, mas a profissão que o tornaria famoso. 

Não vou mais comentar detalhes da história (alô, spoiler), mas inevitavelmente o filme vira musical. Não teria como ser diferente, já que como disse no começo Belle & Sebastian estão enfiados na história até o pescoço. Portanto, a trilha sonora é quase que obrigatória, além de ser uma graça sem fim (mas vale lembrar que faz muito mais sentido depois que você assistir o filme).


O figurino também é belíssimo, de todos os personagens. É tudo muito indie, cheio de inspiração e de ideias pra gente usar por aí. Tem aquela carinha dos anos 1960, típico dos filmes de Wes Anderson (mas não tão impecáveis, confesso).
God Help the Girl é um daqueles filmes que tinha certeza que iria adorar, mas sem dúvidas foi uma das gracinhas do ano. É tão rico em referências, mas também trabalha de forma leve uma temática bastante séria, além de trazer mais uma vez o quanto a música pode salvar uma vida.


Sandy Quintans
@sandyquintans

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