Cinematura - Orgulho & Preconceito

Eu nunca pensei que fosse me derreter por um livro escrito no século XIX como aconteceu em Orgulho & Preconceito, de Jane Austen. É cl...

Eu nunca pensei que fosse me derreter por um livro escrito no século XIX como aconteceu em Orgulho & Preconceito, de Jane Austen. É claro que eu sabia que se tratava de um clássico da literatura inglesa (e mundial!), mas não entendia as dimensões e da genialidade da obra, mesmo já conhecendo o filme de Joe Wright, lançado em 2005, que trazia Keira Knightley e Matthew Macfadyen. Inclusive, um dos meus romances preferidos. Mas só quis ler o clássico, quando uma blogueira de que gosto muito, a Chez Noelle, nos convidou pra seu clube do livro (aliás, vem também gente!). E eu encarei. 

Pra quem não conhece, a obra de Jane Austen é o seu livro mais famoso e é considerado sua obra prima. Ela conta a história das irmãs Bennet: Jane, Lizzy, Lydia, Kitty e Mary, principalmente das duas mais primeiras, que são as mais velhas. Elas são filhas de um casal sem grandes posses, portanto a maior preocupação da mãe das meninas é vê-las em bons casamentos, já que por serem todas mulheres não teriam direito a nada caso o pai delas passasse dessa pra uma melhor. O pai delas já não se importa tanto com o casamento da filhas, ele prefere apoiar as decisões delas e criticar os moldes da sociedade. Um personagem genial, inclusive. 
A partir daí, o livro conta sobre o romance de Lizzy, que é muito inteligente e geralmente se comporta fora dos padrões da época, e o Sr. Darcy, um homem rico que aparece ma região onde moram, mas que não é visto com bons olhos por ser considerado sem educação e orgulhoso. A história é vendida como um história de amor, o que de fato ela é, mas traz críticas tão interessantes que acredito que seja algo mais completo que isso, inclusive sobre coisas que se aplicam a nossa vida de agora, apesar de ter sido escrita há tanto tempo. O mais interessante é que o livro tem vários níveis a ser observado, temos o romance central, os romances secundários, os valores fúteis da sociedade, a posição da mulher neste contexto, as análises dos sentimentos que nos tonam humanos, e tantas outras coisas.
O romance dos dois é infinitamente interessante, porque parece que a cada encontro deles seu coração vai saltar do peito do ansiedade. E sabe o que é o mais legal? É que é um sentimento construído no decorrer da história, não surge aquela coisa de amor à primeira vista, apesar de ter indícios de que existe algo ali. O que torna muito real, pois na visa real é mais fácil existir amores que crescem, do que paixões avassaladoras. 
Por todas essas razões é que o livro foi tão interessante pra mim, algo que provavelmente eu não olhasse tanto quando assisti o filme. Aliás, a versão pro cinema acaba sendo mais focada no romance, e mostra com sutileza as inversões que acontecem entre orgulho e o preconceito dos dois amantes no decorrer da história, enquanto no livro isso é mais claro, o que não podia ser diferente, né? Eu adoro essas diferenças de linguagem e ver como a mesma história pode se tornar duas, e esse é um desses casos. 
Confesso, eu achei que a história escrita fosse ser maçante, mesmo gostando muito do filme que eu já tinha visto. Mas acredite, não é um livro supervalorizado, pelo contrário, é até mais valioso. Quando eu vi, não conseguia largar a história por nem um minuto e logo que acabou fui correndo assistir o filme. Sinceramente, não dá pra escolher por qual obra eu gostei mais, mas posso garantir que trouxe muito amor para o meu Junho ♥

Sandy Quintans
@sandyquintans

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